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04-2026

Concurso Sony 2026 anuncia os melhores por países e regiões

Em uma edição que recebeu 430.000 inscrições de cerca de 200 países e territórios, o concurso internacional Sony World Photography Awards 2026 revelou um novo e impressionante conjunto de vencedores nacionais e regionais, em que cada fotógrafo oferece um vislumbre da vida, da cultura e da paisagens dos locais onde vivem em todas as regiões do mundo. As imagens premiadas nos concursos Nacional e Regional (juntamente com os vencedores gerais nas categorias Estudante, Jovem, Aberto e Profissional), estão programadas para serem exibidas em uma exposição na Somerset House, em Londres, até o dia 4 de maio de 2026.

Essa subdivisão do concurso e o anúncio dos premiados em etapas é um grande incentivo aos fotógrafos que participam desta competição fotográfica que é hoje a maior em números de inscrições, já que é gratuita e promovida pela World Photography Organization. Uma das imagens mais impressionantes, que lembra uma pintura a nanquim, é a do fotógrafo Kyaw Zayar Lin, ganhador de Myanmar: mostra três meninos pescando ao amanhecer em uma área alagada do Lago Inle, em Myanmar, rica em árvores e peixes, proporcionando sustento para as comunidades locais.

Também do Sudeste asiático, o vencedor de Singapura, Chung Cheong Wong, fez uma foto incrível de uma coruja-pescadora-de-Blakiston, ave de rapina noturna que depende de sua audição e visão aguçadas para caçar. Um dos olhos da coruja é revelado através das penas enquanto ela levanta voo, um flagrante digno de prêmio.

As montanhas nos arredores da cidade de Al Ula, no norte da Arábia Saudita, harmonizam-se com a paisagem, dia e noite. Ali, a Via Láctea surge ao lado de uma formação rochosa chamada Muqrat al-Dabbous, como mostra com maestria o fotógrafo saudita Khalid Alsabt, o vencedor em seu país.

Utilizando a parte inferior de uma ponte para criar um forte ponto de fuga, o fotógrafo Eng Tong Tan, o vencedor da Malásia, direciona o olhar do observador para o horizonte, onde estrutura, água e cidade convergem. As linhas que se estreitam enfatizam a profundidade e a escala, transformando a ponte em uma passagem visual entre a paisagem urbana e a luz que se esvai.

A visão aérea de um boiadeiro que galopa em meio a uma nuvem de poeira, tentando conduzir uma poderosa manada na região da Capadócia, Turquia, foi obtida com um drone pelo fotógrafo Salem Alsawafi, o ganhador dos Emirados Árabes Unidos. A poeira e o movimento transmitem uma imagem de caos e controle, velocidade e simetria, que registra o vínculo atemporal entre o ser humano e o cavalo.

Em uma cena quase sem movimento e que poderia remeter ao século 19 não fosse o skyline dos prédios ao fundo, o fotógrafo Mohamed Nageeb, o vencedor do Qatar, captura a harmonia e o ritmo da vida cotidiana, destacando a energia e a vivacidade de um mercado à beira-mar em seu país.

O fotógrafo Pinu Rahman, o ganhador de Bangladesh, captou um belo retrato de um trabalhador carregando feixes de juta bruta do rio para um armazém, mostrando a resiliência e as dificuldades inerentes à indústria da juta em seu país. Os tons das fibras se fundem com a barba e o rosto do retratado, simbolizando o peso e a intensidade de seu trabalho.

A criatividade do fotógrafo R. Eko Hardiyanto, vencedor da Indonésia, foi premiada com um retrato poético: ele combinou uma dupla exposição, mesclando uma garota com pinturas típicas de sua etnia no rosto e flores na cabeça com a textura de uma folha seca, criando uma narrativa visual inusitada.

O ganhador da Tailância foi o fotógrafo Pattarin Tridboonkrong, que captou uma água-viva solitária, de tom laranja brilhante, deslizando pela água cristalina como se transitasse entre dois mundos: a superfície acima e as profundezas azuis e calmas abaixo.

O colombiano Juan Jacobo Castillo Barrera foi o vencedor do Prêmio Regional da América Latina ao registrar o sapo-de-patas-curtas-do-Alto-Amazônia, um dos anfíbios mais impressionantes do mundo. Castillo percorreu centenas de quilômetros e caminhou por várias horas até finalmente encontrar um macho desta espécie rara tentando atrair uma fêmea com seu canto em San Martín, no Peru.

O brasileiro Andre Tezza ficou em terceiro na América Latina, grupo Profissional, com uma série (em andamento) que documenta pequenos mercadinhos de bairro na periferia de Curitiba (PR). Tezza explica que essas estruturas modestas formam uma arquitetura de resistência que persiste mesmo com a transformação da cidade pelas grandes redes varejistas. Frequentemente administrados por famílias e ligados a espaços domésticos, os mercadinhos fundem trabalho, memória e moradia em um único edifício.

Já a fotógrafa Fabiana Fregonesi, especializada em imagens subquáticas, foi uma das e finalistas da América Latina com a foto de leão-marinho nas Ilhas Galápagos, Equador, que nada em meio a um denso cardume de peixes-saulema. Para ver todos os premiados do Sony World Photography Awards 2026, acesse: www.worldphoto.org/sony-world-photography-awards.

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