15
09-2026

Francês é eleito o Fotógrafo Oceânico do Ano com imagem fantástica de cavalo-marinho

Foram anunciados no dia 10 de setembro os vencedores do concurso Ocean Photographer of the Year 2026, que contou com cerca de 15 mil inscrições. O francês Julien Anton foi o ganhador geral, sendo nomeado Fotógrafo do Oceano do Ano por um impressionante retrato em P&B de um cavalo-marinho macho e dois filhotes minúsculos (nesta espécie, os machos é que dão à luz). Os cavalos-marinhos bebês, quase invisíveis contra o fundo completamente escuro do oceano, conferem uma forte noção de escala e um elemento narrativo à imagem – que também conquistou o primeiro lugar na categoria Vida Selvagem Marinha. “Tenho orgulho de compartilhar esse prêmio com moradores, naturalistas e pescadores Mo’orea, na Polinésia Francesa, cujo conhecimento tornou possível a imagem. Foram incontáveis horas ​​em condições difíceis, sem nenhuma garantia de encontrar um único cavalo-marinho. Não sou profissional; para mim, a fotografia é simplesmente a forma como compartilho o que vejo e sinto”, disse Anton.

Na categoria Fine Art, o britânico Matty Smith ficou com o primeiro lugar ao fotografar um tubarão-lixa nas águas mornas das Maldivas enquanto o sol poente era filtrado pela superfície do oceano. Abaixo dele, rêmoras acompanham seu hospedeiro, ilustrando uma parceria essencial na qual os peixes menores obtêm transporte, proteção e oportunidades de alimentação. Frequentemente vistos como predadores temíveis, os tubarões-lixa são animais de movimento lento que vivem no fundo do mar e desempenham um papel importante na manutenção de ecossistemas marinhos saudáveis. O olhar direto do tubarão cria uma sensação de conexão com o observador.

O australiano Gergo Rugli foi o ganhador na categoria Aventuras com um flagrante de golfinhos pegando onda ao lado de surfistas na Praia de Tamarama, em Sydney, Austrália. O grupo permaneceu com os surfistas por mais de uma hora, movendo-se pela área de arrebentação com a mesma naturalidade das pessoas ao seu redor. Capturada da água, a imagem mostra o oceano como um espaço compartilhado, onde humanos e animais selvagens convivem brevemente no mesmo poderoso ambiente costeiro.

Na categoria Conservação/Impacto, o americano James Ferrara registrou um tubarão-baleia está cercado por mergulhadores e praticantes de snorkel no Atol de Raa, nas Maldivas, revelando a enorme pressão que o turismo de observação da vida selvagem, com aglomerações, pode exercer sobre os animais marinhos. Com quase 50 pessoas visíveis na cena, a foto captura a realidade por trás de alguns encontros populares com a vida selvagem: um animal buscando espaço enquanto as pessoas competem por uma visão mais próxima.

O francês Thomas Pavy foi o vencedor na categoria Conservação/Esperança) com a foto de um tubarão-martelo-gigante registrado a 55 metros de profundidade no Estreito de Tiputa, Atol de Rangiroa, Polinésia Francesa, durante um levantamento populacional. A imagem representa o momento em que um tubarão anônimo se torna um indivíduo conhecido: por meio da fotoidentificação e da fotogrametria de vídeo calibrada a laser, os cientistas podem rastrear os tubarões ao longo do tempo, medindo tamanho, sexo e tendências populacionais. Conduzida sem isca ou atrativos, a pesquisa ajuda a revelar a vida dessa espécie culturalmente respeitada e protegida na Polinésia Francesa.

Na categoria Conexão Humana/Pessoas e Planeta Oceano, o primeiro lugar ficou com o português Rui Duarte com o registro feito em Boa Vista, Cabo Verde, que mostra voluntários, surfistas, salva-vidas e grupos de conservação trabalhando juntos para devolver ao mar baleias-piloto-de-barbatana-curta que haviam encalhado. Embora muitos animais tenham retornado ao mar inicialmente, um grupo encalhou novamente mais adiante na costa, evidenciando a complexidade dos encalhes em massa. A imagem captura a compaixão em ação, mas também reflete como o resgate de animais selvagens continua a evoluir. Nos meses seguintes, especialistas internacionais treinaram a comunidade local em técnicas de resposta a encalhes mais seguras e baseadas na ciência, fortalecendo os esforços de resgate futuros.

A japonesa Mitsuna Kawai foi a melhor na categoria Oceano Invisível/Mundos Ocultos com a imagem de um peixe-fita emergindo verticalmente das águas escuras de Osezaki, no Japão. O corpo longo e roseado e as delicadas nadadeiras são adaptadas à vida em mar aberto. A foto foi feita durante um mergulho de inverno em águas profundas. Ao redor do peixe-fita há um enxame de salpas (pequenos seres gelatinosos que se alimentam de minúsculas partículas no oceano) oferecendo um vislumbre da vida que se move nas profundezas do mar.

Na categoria Portfólio Oceânico, o mexicano Miguel Serrano Ruiz produziu uma série na Praia de El Suspiro, na Baja Califórnia Sur, México, com o ambientalista Israel Oblea, que protege os ovos postos por uma tartaruga-oliva. A tartaruga, exausta, começou a nidificar muito perto da água, sem cavar um ninho suficientemente profundo para proteger os ovos. Com a maré subindo, as ondas ameaçam levá-los embora. Israel se preparou para transferir os ovos para um local seguro, demonstrando o trabalho prático necessário para proteger ninhos vulneráveis ​​durante a temporada de desova das tartarugas marinhas.

Já a fotógrafa britânica Jenny Stock foi a vencedora do prêmio Female Fifty Fathoms de 2026. Criado em 2021, esse prêmio especial celebra mulheres pioneiras na fotografia oceânica. Diferentemente do restante do concurso, que apresenta fotos inscritas por fotógrafos de várias partes do mundo, Stock foi indicada por seus colegas e avaliada juntamente com os demais selecionados pelo júri do Ocean Photographer of the Year. “Ser indicada por outros fotógrafos significa mais para mim do que consigo expressar em palavras. O prêmio Female Fifty Fathoms é particularmente especial porque celebra as conquistas e a paixão das mulheres na fotografia oceânica, e as mulheres que o ganharam anteriormente são excepcionalmente talentosas. Então, é um privilégio me juntar a elas”, disse Stock. Na foto, um crocodilo-americano de 6,1 m registrado no Parque Nacional Jardins da Rainha, em Cuba.

0

 likes / 0 Comments
Compartilhe: