07-2026
Sony anuncia a RX10 V com lente zoom fixa 24-600 mm f/2.4-4
Após um hiato de 10 anos, a Sony voltou a apostar em um novo modelo de câmera bridge com um estilo profissional da linha RX10 e apresentou ao mercado em julho de 2026 a RX10 V, que mantém a fórmula que tornou a série um sucesso: sensor CMOS Exmor RS empilhado de 1 polegada com 20 megapixels de resolução e uma lente zoom fixa Zeiss Vario-Sonnar T* equivalente a 24-600 mm com abertura de f/2.4-4.

É conveniente lembrar que é uma câmera bridge (“câmera de ponte”) é destinada a preencher a lacuna entre as câmeras compactas simples e as câmeras avançadas com lentes intercambiáveis (DSLRs e mirrorless). A receita é ter um corpo robusto, controles manuais completos e lente fixa superzoom luminosa, unindo versatilidade e portabilidade por um preço atrativo. No caso, a nova câmera da Sony custa US$ 2.299 nos Estados Unidos.

A nova RX10 V chega com um processador Bionz XR e uma unidade de processamento de IA dedicada. Seu sistema de autofoco com 575 pontos detectáveis consegue reconhecer e rastrear diversos tipos de objetos (pessoas, animais, pássaros, insetos, veículos, trens e aviões) no modo de detecção automática, como já existe em várias outras câmeras mirrorless. Segundo a Sony, o processamento alcança até 60 cálculos de AF/AE por segundo e oferece uma velocidade máxima de disparo de 30 fotos por segundo (fps) com autofoco e rastreamento de exposição.

A RX10 V também se beneficia de uma ergonomia aprimorada, inspirada nas câmeras mirrorless Alpha mais recentes, com uma nova interface de usuário, um joystick multidirecional e uma empunhadura redesenhada. O visor eletrônico OLED Quad-VGA de 3,68 milhões de pontos (ampliação de 0,78x) é complementado por um monitor móvel de 3 polegadas que com resolução de 1,62 milhão de pontos.

O grande destaque é a lente fixa Zeiss com zoom ótico de 25 vezes, indo de uma grande angular de 24 mm f/2.4 a uma superzoom de 600 mm f/4, algo impressionante em termos de versatilidade e luminosidade. Tem ainda estabilização óptica e oferece uma incrível distância mínima de foco de 3 cm na grande angular (quase uma lente macro) e 72 cm na distância focal máxima. O obturador mecânico permite a sincronização do flash em até 1/2000s.

Em termos de vídeo, a câmera grava em até 4K a 120 fps e incorpora diversos recursos da linha Alpha, incluindo perfis S-Log3 e S-Cinetone, importação de LUTs do usuário, enquadramento automático por IA, estabilização ativa e suporte para microfones digitais por meio da sapata Multi Interface. A transmissão ao vivo em 4K 30p também é possível através da porta USB-C. Em termos de autonomia, a câmera adota a bateria NP-FZ100, já utilizada em câmeras mirrorless Alpha, com autonomia declarada de 630 fotos por carga. A RX10 V também é compatível com Wi-Fi de 2,4 e 5 GHz, USB-C e conta com construção resistente à poeira e à umidade.

Testada por especialistas do site Pet Pixel, a câmera mostrou alguma fragilidades: a qualidade da imagem é boa nas melhores situações, mas deteriora-se rapidamente em configurações ISO mais altas. O autofoco é bom, ma poderia ser melhor em momentos decisivos em cenários difíceis. Outro ponto é que a câmera não justifica totalmente seu preço, apesar da versatilidade e da luminosidade do zoom. Mas, segundo os especialistas, quem procura a melhor câmera bridge do mercado, a RX10 V é a escolha certa. Contudo, se a ideia é ter uma câmera que ofereça um desempenho impressionante o tempo todo, a RX10 V não atinge esse objetivo.

Em fotografia de vida selvagem, o teste dos especialistas mostrou que RX10 V tem um zoom potente de 600 mm f/4 e um desempenho aprimorado em disparo contínuo que são úteis, mas foram percebidas algumas limitações, incluindo a necessidade de fotografar em arquivos RAW com perda de qualidade para usar o obturador eletrônico e um desempenho decepcionante em ISO alto.


