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03-2026

Os melhores do World Nature Photography Awards de 2026 

O World Nature Photography Awards (WNPA) anunciou os vencedores de 2026 tendo o australiano Jono Allen como ganhador do prêmio máximo: ele foi eleito o Fotógrafo de Natureza do Ano por seu excepcional retrato de uma rara baleia jubarte branca e ao lado da mãe. “Foi, sem dúvida, um dos dias mais extraordinários que já vivi no oceano, e talvez o mais extraordinário que jamais viverei”, disse fotógrafo vencedor, Allen. A imagem de foi capturada nas águas tropicais de Vava’u, Tonga, onde a rara baleia jubarte albina chamada Mãhina (que significa “lua” em tonganês) nadava em águas azuis profundas com a mãe protetora – apenas uma em cada 40 mil baleias jubarte nascem com essa falta de pigmentação. Allen superou fotógrafos de 51 países em seis continentes, que enviaram milhares de belas fotos da natureza.

O concurso reúne fotógrafos em 14 categorias diferentes e a comissão julgadora premia as três melhores fotos de cada categoria com Ouro, Prata e Bronze. Jono Allen também levou o Ouro na categoria Subaquática. Na categoria Retrato de Animais, por exemplo, a vencedora foi a americana Mary Schrader que capturou uma jovem gorila admirando uma visitante inesperada: uma borboleta que surgiu do nada. “Cativada, ela arregalou os olhos e, naquele instante, uma bela interação se desdobrou, uma admiração silenciosa e compartilhada entre dois seres tão diferentes”, descreve a fotógrafa.

Na categoria Animais em seu Habitat, o vencedor foi o britânico Charlie Wemyss-Dunn, que flagrou um urso pardo faminto mergulhando de cabeça em um riacho no Parque Nacional Katmai, no Alasca, para tentar capturar um dos muitos salmões vermelhos que desovam em grande número durante sua migração sazonal.

O belga Alain Schroeder foi o melhor na categoria Fotojornalismo de Natureza ao documentar chimpanzé Kayla, fêmea de 37 anos e 61 kg, na sala de procedimentos, com a barriga raspada para um ultrassom, além de meios e um gorro para evitar hipotermia. O exame foi feito pela Save the Chimps, maior santuário de chimpanzés financiado por iniciativa privada no mundo, uma moderna instalação de 60 hectares na Flórida, EUA, que abriga mais de 220 chimpanzés resgatados.

Vaidehi Chandrasekar, de Singapura, foi o ganhador na categoria Comportamento Mamíferos com a imagem de uma girafa ao por do sol na paisagem árida de Makgadikgadi, em Botswana. Imponente e graciosa, ela dobrou as longas patas, abaixando o pescoço para beber. Após se saciar, a girafa ergueu a cabeça e, com um leve movimento, expeliu um jato de água em um arco que cintilou na contraluz dourada. Um comportamento raro e fugaz, tornado inesquecível pelo pôr do sol.

Na categoria Vida Selvagem Urbana, o americano Robert Gloeckner flagrou um urso polar em Churchill, Manitoba, no Canadá, em meio a uma pilha de eletrônicos e utensílios domésticos descartados – parte de uma crescente trilha de lixo, criada pelo homem, que está remodelando a interação entre a vida selvagem e a civilização. Em 2024, a única instalação de coleta de lixo da cidade foi completamente destruída por um incêndio. O incidente ressaltou uma preocupação crescente: os ursos polares estão cada vez mais buscando lixo durante os meses sem gelo.


O escocês Duncan Wood foi o medalha de ouro na categoria Plantas e Fungos com uma imagem espetacular das cores douradas de outono em bétula-branca coberta de líquen. “Ousada, brilhante e cheia de personalidade, como um pavão da floresta”, diz Wood. A foto foi feita em Glen Affric e evoca um momento fugaz de drama e beleza em uma das paisagens outonais mais vibrantes da Escócia.


Simon Biddie, também britânico, foi o ganhador da categoria Arte na Natureza com a imagem um pequeno peixe de recife, discreto e muitas vezes invisível. Trata-se de um gobídeo-fantasma, de cerca de 2 cm de comprimento, hábil em se esconder e se camuflar entre os corais para escapar de seus predadores..

Na categoria Paisagens e Ambientes do Planeta Terra, o vencedor foi o israelense Miki Spitzer, que usou um drone para sobrevoar uma piscina geotérmica natural em Hveravellir, na região central da Islândia. Para Spitzer, a parte mais clara da piscina por ser vista como “o olho de um dragão”.

Na categoria Pessoas e Natureza, a americana Deena Sveisson foi a vencedora ao clicar um alce curioso examinando um equipamento fotográfico no Parque Nacional Grand Teton, Wyoming, EUA, depois uma nevasca na região. Para conferir todas as fotos premiadas como medalhas de ouro, prata e bronze nas 14 categorias, acesse o site www.worldnaturephotographyawards.com.

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